Sempre que bons momentos “acabam”, vem aquela sensação de como passou rápido. Muito embora o jogo da Escola de Guerreiros sem Armas possa ser só o começo de uma grande experiência e transformação, estou com aquela sensação de vazio.. a mesma que temos quando acaba um ótimo livro, empolgante e que você lê de partes em partes.. E que está doida para chegar ao fim, mas quando chega o fim – e agora?!
Participar do jogo foi uma experiência diferente, só para começar pelo blog pessoal. Com ele, deparei-me pela primeira vez expondo meus pensamentos, minhas ansiedades, minhas paixões, minhas vontades como um livro aberto. Foi interessante, foi empolgante.. e começou a fazer parte do meu dia a dia pensar no que escreveria para o próximo post.
Talvez ao contrário da grande maioria, não sem explicar bem o porque, mas preferi não olhar os outros blogs para eu fazer o meu na essência do “meu eu”. Preferi para deixar para o final do jogo e saber como tudo aconteceu para todos, como foram os momentos de cada um, e qual (se tiver) perfil o grupo, como um todo, possui..
O friozinho na barriga foi forte, principalmente durante a redação dos posts. E a incerteza sobre como estamos sendo avaliados? Estamos sendo avaliados? É tão gostoso participar do jogo, que algumas vezes eu me esquecia. Isso foi muito bom para que eu não criasse nenhuma “trava” ao escrever, que não fosse outra pessoa a não ser eu mesma.
O jogo também me desenvolveu. A experiência de colocar uma idéia e uma motivação na prática foi super interessante para colocar o pé na realidade, para saber quando é preciso ouvir, quando é preciso confiar, quando é preciso envolver, e principalmente, como e quando temos que agir, conforme o público com quem estamos lidando, no qual estamos inseridos.
No meu caso, confesso que esbarrei em uma certa burocracia que me fez refletir o quão além eu não poderia ter ido na iniciativa. Escolhi gerar uma transformação em um prédio que não é o meu, mas do qual sou próxima. E algumas vezes senti-me um pouco intrusa, atuando numa comunidade da qual pertenço.. muito pouco.
E é BEM NESSE SENTIDO que vieram, várias vezes, questões à minha cabeça sobre a Escola de Guerreiros – como iremos gerar mudança em um comunidade que não pertencemos? Como iremos atuar em um local que tampouco conhecíamos? Como a comunidade irá nos receber? Incrivelmente, é por esses desafios e essa enorme curiosade que quero estar lá, para aprender com todo o conhecimento do Instituto Elos essa abordagem, essa busca pela integração e harmonia no espaço em que estaremos. Como preciso disso!
Será fantástico, será maravilhoso poder compartilhar dessa experiência e aprender MUITO! É isso que busco, estou torcendo para dar certo. E se não der, eu tento novamente







